13 de mar de 2010

Ruralista

CAMPANHA AMBIENTALISTA É NOJENTA, DIZ MICHELETTO PDF Imprimir E-mail


“Trata-se de um movimento agressivo, difamatório, nojento, sem escrúpulos e de caráter eleitoreiro”. Esta declaração é do presidente da Comissão Especial para Reforma do Código Florestal, deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), ao comentar a campanha da Organização Não Governamental (ONG) Fundação SOS Mata Atlântica, “Exterminadores do Futuro”, lançada na manhã desta quarta-feira (10/03), em Brasília, para identificar os políticos que não estão comprometidos com a legislação ambiental brasileira, segundo concepção dos ativistas desta organização ambientalista.


“É grave o que aconteceu hoje e essa Casa deve tomar providências para evitar que campanhas como essa venham denegrir a imagem dos parlamentares que lutam pelo fortalecimento da agricultura e da pecuária e que defendem os que produzem aqui no Brasil. Este Parlamento não vai ficar de cócoras para essas organizações que defendem não a agricultura brasileira, mas a européia e a americana. Precisamos apurar de onde vem o dinheiro que financia essas organizações que vêm à nossa Casa lançar uma campanha que é uma verdadeira declaração de guerra contra todos nós”, criticou Micheletto.


Revoltado, Micheletto disse que não hesita em revelar que essa campanha é uma iniciativa que vem defender interesses escusos e veladamente contra o crescimento desse setor da economia, pois não é à toa que ela é lançada no momento em que a imprensa noticia que o Brasil ultrapassou o Canadá e se tornou o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo, depois de deixar para trás Austrália e China. Atualmente, segundo ele, apenas Estados Unidos e União Européia vendem mais alimentos no planeta que os agricultores e pecuaristas brasileiros.


Segundo o deputado, é lamentável que essas agressões tentem intimidar o setor responsável por 42% das exportações, 37% dos empregos, 26% do PIB, pelo saldo positivo da balança comercial e pelo equilíbrio da inflação, como mostram os preços dos alimentos colocados à mesa do consumidor brasileiro, além de uma safra positiva de 144 milhões de t de grãos colhidas este ano. “Como esses dados assustam nossos concorrentes, essas figuras estão agora a defender interesses alienígenas. Como se vê, somos exterminadores, sim, mas exterminadores da fome que grassa por esse mundo afora”.


Micheletto informou que a Comissão Especial para a reforma do Código Florestal Brasileiro já promoveu cerca de 30 audiências públicas em todos os biomas com o objetivo de colher propostas e discutir com os segmentos interessados uma nova legislação ambiental para o Brasil, uma legislação moderna que venha ao encontro dos avanços do agronegócio brasileiro. “É estranho que esses defensores do meio ambiente não tenham apresentado sugestões nem participado desses encontros. O deputado Zequinha Sarney, por exemplo, não participou da audiência pública promovida em Imperatriz (MA). Não entendi o comportamento dele”, denunciou.


Parlamentares integrantes da Comissão de Agricultura da Câmara Federal criticaram na sessão de hoje a iniciativa da bancada ambientalista de lançar essa campanha difamatória intitulada “Exterminadores do Futuro”. O recém-empossado presidente da Comissão, Abelardo Lupion (DEM/PR), criticou a iniciativa e disse que a bancada do agronegócio poderá denunciar os parlamentares envolvidos no Conselho de Ética da Câmara. Parlamentares de diferentes partidos, e que integram a Comissão de Agricultura, ficaram surpresos ao saber do lançamento da campanha e manifestaram apoio ao setor agrícola e ao debate estabelecido no Congresso Nacional sobre o meio ambiente.


Ruanda

Atualidades no Mundo - África

genocídio praticado em Ruanda é o evento mais trágico da segunda metade do século passado; todavia, dez anos depois, ele está quase totalmente esquecido. A hecatombe de 1994 deve ser lembrada, estudada, analisada, discutida, porque contém um grande número de lições que nos ajudam a entender melhor nosso tempo. Os massacres de 1994 não são frutos de uma explosão de loucura coletiva, mas a máxima expressão de um ódio muito antigo.

A Ruanda pré-colonial certamente não era um país onde todos gozassem de suficiente dignidade e oportunidade; havia divisões sociais, tribais; as monarquias distribuíam privilégios e riqueza de maneira articulada. Mas os colonizadores – inicialmente alemães e, depois, belgas – tiveram grande responsabilidade na exasperada divisão do país entre dois grupos rivais, os hutus e os tutsis. Em 1932, quando os belgas criaram o documento de identidade étnica, chegou-se a uma situação sem retorno: os twás, além dos hutus e os tutsis, viram-se oficialmente divididos.


Menina ruandesa com as pernas amputadas pela explosão de uma mina

Os colonizadores atribuíram privilégios e cargos de comando apenas a uma restrita elite dos tutsis, despertando o ódio crescente nos hutus. Depois de deixar o país, os colonizadores assistiram à tomada do poder pela maioria hutu, até então oprimida, sem a preocupação de refrear as tensões causadas por sua política criminosa.

Durante os anos setenta, quando Juvenal Habyarimana chegou ao poder, um grande número de países ocidentais concedeu ao país enorme crédito político, mas principalmente econômico. O auxílio externo equivalia a 22% do Produto Interno Bruto, com rasgados elogios do Banco Mundial, apesar de Habyarimana reprimir de modo sistemático e duro os dissidentes.

Antecedentes da guerra civil


Cena de destruição e cadáveres espalhados

O envolvimento de potências estrangeiras, e sua conseqüente responsabilidade, foram crescendo cada vez mais. A aceleração na direção do genocídio agravou-se em 1990. A Frente Patriótica Ruandesa, formação político-militar dos tutsis egressos do país após o fim do colonialismo, atravessou a fronteira da Uganda e iniciou a guerra civil. A França se alinhou ao governo de Habyarimana mas, para alimentar o conflito, chegaram também armas egípcias, britânicas, italianas, sul-africanas, israelenses, do Zaire e de outros países.

Ruanda, pequeno país, famoso por sua miséria, tornou-se o terceiro país africano na importação de armas. Entre janeiro de 1993 e março de 1994, graças sobretudo a financiamentos franceses, adquiriu da China 581.000 machetes (sabre de artilheiro, com dois gumes), armas impróprias, mas de preço acessível. Nenhuma potência ocidental ou organismo internacional monitorou seu comércio, nem impôs proibições; assim é que, nos mercados de Ruanda, é mais fácil encontrar granadas do que frutas ou verduras.

Acordos de papel

A ONU, a OUA (Organização para a Unidade Africana) e alguns governos resolveram sentar-se com Habyarimana e a Frente Patriótica para discutir um documento elaborado em Arusha, na Tanzânia. Os representantes de cada parte assinaram um articulado Tratado de Paz, que permaneceu apenas no papel. Por outro lado, nenhuma das organizações envolvidas, nem mesmo a diplomacia dos países ocidentais, preocupou-se em verificar o que estava acontecendo de fato. E os dois contendores continuaram a se armar até os dentes.

Em Ruanda, a violência contra os tutsis foi aumentando semana a semana. Algumas partes do Tratado são de fato contraproducentes e nada fazem, senão incitar mais ainda os extremismos. Controlada pelo clã Akazu, ligado à mulher de Habyarimana, a imprensa hostilizou duramente os acordos e gerou um veículo que se tornou tragicamente famoso pelo seu incitamento ao ódio durante o genocídio: a Rádio Mil Colinas. Não obstante este crescimento, a missão dos capacetes azuis (da ONU), enviada a Ruanda para ajudar na implementação dos acordos, foi particularmente frágil.

Sinais ignorados

O general Romeu Dallaire comandava as tropas da ONU. O objetivo era manter a paz, mas, no “país das mil colinas” não havia paz. No dia anterior à sua chegada em Ruanda, o domínio militar tutsi ameaçou o primeiro presidente democraticamente eleito na história do vizinho Burundi, o hutu Ndadaye. Houve confrontos e cinqüenta mil pessoas, na maioria hutu, perderam a vida. Outros fugiram para a Ruanda meridional. Não era o primeiro massacre de hutus causado pelos tutsis do Burundi, e nem o pior, pois, em 1972 foram massacrados pelo menos 200.000, seguido de um presumido golpe de Estado.

A violência, provocada pelos militares tutsis do Burundi, alimentou cada vez mais o ódio dos hutus contra os tutsis de Ruanda. Dallaire entendeu logo o que estava acontecendo: havia urgente necessidade de uma força multinacional, preparada para refazer a ordem, interromper a chegada de armas, garantir a segurança dos civis e dos líderes políticos. Desde dezembro de 1993 até abril de 1994, Dallaire implorou-a outras vezes a seus líderes, à ONU e a quem encontrasse. Não foi ouvido.

Em 6 de abril de 1994, o presidente Habyarimana foi morto, não se sabe por quem. A guarda presidencial, parte do exército e um número enorme de esquadrões da morte, perseguiram os tutsis, conforme um plano bem elaborado. As vítimas do extermínio, segundo estimativas cautelosas, foram quinhentas mil; segundo os maiores críticos, um milhão. Dallaire reuniu outros cinqüenta mil homens, convencido que seriam suficientes para acabar com os massacres.

Mas, na manhã do dia 7 de abril, dez capacetes azuis sob seu comando foram mortos e o Conselho de Segurança (da ONU) decidiu pelo retorno da maioria dos soldados da missão. Dallaire manteve quatrocentos capacetes azuis, quase todos da Tunísia e de Gana. Eles salvaram 25.000 pessoas, mas o genocídio acabou somente quando a Frente Patriótica venceu a guerra civil.

Os soldados tutsis da Frente, bem preparados e disciplinados, não economizaram represálias, ataques a órgãos civis, como hospitais e igrejas. Sua operação não tinha as intenções genocidas dos extremistas hutus, mas os crimes de guerra, pelos quais foram responsáveis, precisam ser duramente condenados.

A retirada

As potências ocidentais, ao abandonarem Ruanda a si mesma, não se cansam de justificar seu comportamento. As mensagens de Dallaire à ONU, levadas ao futuro secretário Kofi Annan, não citaram seus próprios erros, mas afirmavam ter feito todo o possível. O presidente dos Estados Unidos na época, Bill Clinton, que exigira uma intervenção internacional para evitar os massacres, desculpou-se afirmando que não sabia o que se sucedia em Ruanda.

A Bélgica pediu perdão, mas responsabilizou os próprios Capacetes Azuis por tudo. Também acusou o Vaticano e os líderes de outras religiões.

É verdade que muitos líderes da hierarquia religiosa, tanto católica, como anglicana, estavam comprometidos com o regime extremista dos hutus. Porém, naqueles meses, foram mortos 103 padres, 76 freiras e 53 irmãos consagrados.

Os únicos que não pediram desculpas foram o governo e o parlamento francês, que também haviam sustentado os extremistas hutus, até depois da morte de Habyarimana. Comentando uma pesquisa elaborada em 1998, o parlamento de Paris admite algumas falhas, mas insiste que “ninguém fez tanto quanto a França para estancar a violência em Ruanda”.

A atuação da ONU

Sobre as mil colinas de Ruanda morreu a esperança que, com o fim da bipolaridade EUA/URSS, a ONU poderia mostrar ao mundo um futuro de paz. Nos primeiros anos da década de 90, as Nações Unidas se empenharam em dezenas de campanhas pela paz. Foi a melhor demonstração da capacidade do Palácio de Vidro de ser incisivo e eficaz para prevenir situações de crise. Mas não em Ruanda, onde todo otimismo foi sepultado sob montanhas de cadáveres.

Faliram os órgãos responsáveis pelas campanhas, o secretariado geral, o Conselho de Segurança. A Assembléia Geral e a Comissão dos Direitos Humanos nada fizeram. A ONU foi um organismo inútil. A ONU tinha os meios para compreender o que acontecia e sabia como interferir. Poderia prevenir os massacres, se tivesse ouvido os pressentimentos de Dallaire. Poderia interromper ou, ao menos, limitar a violência entre abril e julho de 94, se tivesse enviado reforços que o general pedia com tanta insistência.

Poderia afrontar com eficácia as questões dos refugiados antes que acontecesse “a guerra mundial africana”, se interviesse a tempo, e se utilizasse melhor os recursos econômicos da Instituição para os casos de emergência. O fracasso da ONU em Ruanda foi culpa da irresponsabilidade pessoal de funcionários e de dirigentes. Será inútil pedir sua reforma, sem discutir – abertamente e com transparência –, os comportamentos do seu pessoal.

O genocídio ruandês é um dos piores eventos na história da humanidade. Entre os responsáveis, alguns começam a pagar pelos seus atos. Mas, entre os que podiam interferir para bloqueá-lo e não o fizeram, ninguém se preocupa. Hoje está difícil conseguir a estabilidade em Ruanda. O país está nas mãos firmes de Paul Kagame, desde as vitoriosas eleições do último verão. Ele é o general tutsi que, em 1994, levou a Frente Patriótica à vitória sobre a guerra civil.

Seu governo obteve importantes resultados econômicos e sociais, mas responde por graves violações de direitos humanos, de limitações à liberdade individual. Está ainda envolvido, não tanto como no passado, na guerra que levou à morte outros três milhões de pessoas na República Democrática do Congo. A situação da justiça e as condições de vida nas prisões do país são gravíssimas.

Paz, desenvolvimento, direitos humanos

Há quase dez anos de distância, Romeo Dallaire finalmente contou sua versão a respeito dos fatos, em um livro publicado em outubro de 2003 (Shake Hands With the Devil, Random House, 500 págs). Na conclusão de sua obra, o autor afirma ter repensado sobre o ódio que devastou Ruanda; sobre os milicianos que guerrearam no Congo e sobre a violência terrorista, que é a base dos ataques suicidas, tanto em Manhattan como em Israel.

Segundo o general, este ódio deve ser erradicado e isso só pode acontecer de um único modo: trabalhando contra a pobreza, na defesa dos direitos humanos, fazendo com que – para usar suas palavras – como o século 20 foi o século dos genocídios, seja o século 21 o século da humanidade.

Fonte: Revista “África”

12 de mar de 2010

belo monte

Belo Monte: a volta triunfante da ditadura militar? artigo de Leonardo Boff

O Governo Lula possui méritos inegáveis na questão social. Mas na questão ambiental é de uma inconsciência e de um atraso palmar. Ao analisar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) temos a impressão de sermos devolvidos ao século XIX. É a mesma mentalidade que vê a natureza como mera reserva de recursos, base para alavancar projetos faraônicos, levados avante a ferro e fogo, dentro de um modelo de crescimento ultrapassado que favorece as grandes empresas à custa da depredação da natureza e da criação de muita pobreza. Este modelo está sendo questionado no mundo inteiro por desestabilizar o planeta Terra como um todo e mesmo assim é assumido pelo PAC sem qualquer escrúpulo. A discussão com as populações afetadas e com a sociedade foi pífia. Impera a lógica autoritária; primeiro decide-se depois se convoca a audiência pública. Pois é exatamente isto que está ocorrendo com o projeto da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu no Estado do Pará.

26/02/2010

http://www.portaldomeioambiente.org.br/colunistas/leonardo-boff/3374-belo-monte-a-volta-triunfante-da-ditadura-militar-.html

Tudo está sendo levado aos trambolhões, atropelando processos, ocultando o importante parecer 114/09 de dezembro de 2009, emitido pelo IBAMA (órgão que cuida das questões ambientais) contrário à construção da usina, a opinião da maioria dos ambientalistas nacionais e internacionais que dizem ser este projeto um grave equívoco com consequências ambientais imprevisíveis.

O Ministério Público Federal que encaminhou processos de embargo, eventualmente levando a questão a foros internacionais, sofreu coação da Advocacia Geral da União (AGU), com o apoio público do Presidente, de processar os procuradores e promotores destas ações por abuso de poder.

Esse projeto vem da ditadura militar dos anos 70. Sob pressão dos indígenas apoiados pelo cantor Sting em parceria com o cacique Raoni foi engavetado em 1989. Agora, com a licença prévia concedida no dia 1º de fevereiro, o projeto da ditadura pôde voltar triunfalmente, apresentado pelo Governo como a maior obra do PAC.

Neste projeto tudo é megalômano: inundação de 51.600 ha de floresta, com um espelho d'água de 516 km2, desvio do rio com a construção de dois canais de 500m de largura e 30 km de comprimento, deixando 100 km de leito seco, submergindo a parte mais bela do Xingu, a Volta Grande e um terço de Altamira, com um custo entre 17 e 30 bilhões de reais, desalojando cerca de 20 mil pessoas e atraindo para as obras cerca de 80 mil trabalhadores para produzir 11.233 MW de energia no tempo das cheias (4 meses) e somente 4 mil MW no resto do ano, para por fim, transportá-la até 5 mil km de distância.

Esse gigantismo, típico de mentes tecnocráticas, beira a insensatez, pois, dada a crise ambiental global, todos recomendam obras menores, valorizando matrizes energéticas alternativas, baseadas na água, no vento, no sol e na biomassa. E tudo isso nós temos em abundância. Considerando as opiniões dos especialistas podemos dizer: a usina hidrelétrica de Monte Belo é tecnicamente desaconselhável, exageradamente cara, ecologicamente desastrosa, socialmente perversa, perturbadora da floresta amazônica e uma grave agressão ao sistema-Terra.

Este projeto se caracteriza pelo desrespeito: às dezenas de etnias indígenas que lá vivem há milhares de anos e que sequer foram ouvidas; desrespeito à floresta amazônica cuja vocação não é produzir energia elétrica mas bens e serviços naturais de grande valor econômico; desrespeito aos técnicos do IBAMA e a outras autoridades científicas contrárias a esse empreendimento; desrespeito à consciência ecológica que devido às ameaças que pesam sobre o sistema da vida, pedem extremo cuidado com as florestas; desrespeito ao Bem Comum da Terra e da Humanidade, a nova centralidade das políticas mundiais.

Se houvesse um Tribunal Mundial de Crimes contra a Terra, como está sendo projetado por um grupo altamente qualificado que estuda a reinvenção da ONU sob a coordenação de Miguel d'Escoto, ex-Presidente da Assembléia (2008-2009) seguramente os promotores da hidrelétrica belo Monte estariam na mira deste tribunal.

Ainda há tempo de frear a construção desta monstruosidade, porque há alternativas melhores. Não queremos que se realizem as palavras do bispo Dom Erwin Kräutler, defensor dos indígenas e contra Belo Monte: "Lula entrará na história como o grande depredador da Amazônia e o coveiro dos povos indígenas e ribeirinhos do Xingu".

9 de mar de 2010

Aquecimento Global

O que pode ser verdade e o que e mentira afinal?

Assistimos dois filmes. Um super conhecido, Uma Verdade Incoveniente, que aborda que o aquecimento global aumentou drasticamente as mudanças climáticas do clima e grande parcela desse problema é culpa nossa. O outro, A Farsa do Aquecimento Global, aborda que como o nome já diz é totalmente mentira o aquecimento global mostrado na midia, dito como verdade por uma serie de cientistas e que o ser humano não tem culpa nenhuma por essas mudanças drásticas na temperatura.
A verdade é que enquanto se discute de quem é realmente a culpa, milhares de pessoas, recursos naturais e seres vivos sofrem com catástrofes naturais, pobreza, poluição, fome e falta de ajuda publica e humanitária.
Acredito sim que o aquecimento global e totalmente normal na historia da Terra. Porem todos sabemos que não ajudamos em nada. Acabamos com nossos recursos naturais e quando não somos nos que acabamos são os outros países. Falamos tanto que qualidade de vida são carros, industrias, desenvolvimento e luxo que esquecemos que talvez a verdadeira qualidade de vida não seja respirar fumaca todo dia e viver no ciclo, trabalho, shopping, casa. Sim, nos criaram para sermos consumidores, nos individarmos e trabalhar mais e comprar mais. Mas sempre tivemos as escolhas nas mãos.
Valores ditos como `americanos` não são valores globais. A qualidade de vida hoje em dia é até aproveitada pelo marqueting das empresas. Lemos: produto ecologicamente correto, natural, feito de soja! Não sabemos que a embalagem do produto é feita por um tipo de plástico não reciclável e que a soja alem de transgenica foi feita na monocultura que devasta hoje uma série de florestas no Brasil e no Mundo.
O aquecimento global e fato sim, porem de que ele não e causado ou catalisado pelo homem também é. Precisamos admitir que não é apenas as industrias, as multi nacionais que são as incorretas e egoístas. Nos também somos quando consumismos mais e compramos um carro movida ate mesmo a álcool.
Por isso a informação não pode ser lida e vista e fato apenas com o que a midia nos da. E preciso pesquisas sobre o assunto para podermos cobrar medidas e fazermos as medidas também.
A hora agora e de acoes preventivas e não remediatistas.

Apresentação

Boa tarde!

Hoje entra no ar, ar digital e ar das questões ambientais, o Blog da Equipe 04.
A idéia é do nosso professor de Políticas Publícas Ambientais, Renato, que usará o Blog como forma de avaliação no semestre.
Esperamos poder abusar desse meio de comunicação não apenas em favor do conceito que precisamos para sermos aprovados no módulo, mas também para discutir idéias e fatos que estão acaontecendo do mundo referentes às causas ambientais, principalmente no que se diz respeito as políticas públicas.

Espero que casa um que leia o nosso Blog, possa adquirir um conhecimento novo, uma idéia nova, um conceito novo do que é, de como é e do que somos capazes de fazer em prol do Planeta.